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Categoria: Justiça

TCU condena ex-prefeito de Propriá

propria 11/05/2008 @ 17:53
José Renato Vieira Brandão, o 'Renatinho' terá de devolver aos cofres públicos R$197.780,99

O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o ex-prefeito de Própria, José Renato Vieira Brandão, a retornar R$197.780,99 aos cofres públicos. Renatinho, como é conhecido, não prestou contas dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ao município. O ex-prefeito, que hoje é Secretário de Estado do trabalho, terá 15 dias para devolver a quantia.

As verbas do FNDE eram destinadas ao Programa de Apoio aos Sistemas de Ensino para Atendimento à Educação de Jovens e Adultos. I TCU constatou que produtos alimentícios da empresa Jackson da Cruz Nunes foram comprados sem licitação, e que notas fiscais da empresa tem valores diferentes das notas inseridas nos autos.

Caso renatinho não comprove o pagamento em 10 dias, o TCU aplicará uma multa de R$10 mil. O ex-prefeito ainda pod entrar com recurso contra a cobrança.

Fonte: TCU

PF aponta adulteração em leite longa vida

propria 06/05/2008 @ 20:46

De acordo com laudo do IC da polícia em Brasília, produto tinha água, sacarose e uma substância química

| LELO MACENA - Repórter
Foto: Fernando Vinícius - Arquivo GA

Qualidade do leite longa vida comercializado em todo o Brasil foi testada por peritos da PF

A Polícia Federal em Alagoas (PF) divulgou ontem laudo que aponta adulteração em três marcas de leite longa vida do Estado. O produto foi considerado impróprio para o consumo humano. De acordo com os exames realizados por técnicos do Instituto de Criminalística da PF em Brasília, foram encontradas água, sacarose e uma “substância química de natureza alcalina” nas marcas Valedourado, Muu e São Domingos. Segundo a PF, o laudo será enviado
para a Secretaria de Defesa Social e o caso deve ser investigado no âmbito estadual.
A análise dos produtos em Alagoas é um desdobramento da Operação Ouro Branco, desencadeada em outubro do ano passado e que prendeu mais de 20 pessoas acusadas de adulteração no leite, em Minas Gerais.
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Empresas negam irregularidades
Em nota enviada à redação da Gazeta, a assessoria de comunicação da Valedourado, uma das fábricas de leite acusadas de adulteração, informou que a diretoria da empresa desconhece o laudo divulgado pela Polícia Federal.
“A Valedourado é uma empresa de alimentos que há 20 anos prima pela qualidade e credibilidade dos produtos que industrializa, atendendo os mercados interno e externo”, diz um dos trechos da nota.

 

STJ mantém os 9 deputados fora do mandato

propria 06/05/2008 @ 20:35
O ministro e vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Cesar Asfor Rocha, acaba de negar o recurso dos nove deputados afastados que tentavam voltar ao cargo. O ministro manteve a decisão do juiz Gustavo Souza Lima, que havia sido confirmada pelo desembargador Antônio Sapucaia.

Com a decisão, os deputados continuam afastados dos cargos e terão agora de recorrer ao pleno do próprio STJ para mais uma vez tentar anular a decisão, agora do vice-presidente do tribunal.

Essa é a sexta derrota dos "taturanas" nos tribunais superiores.

O recurso junto ao STJ foi movido pela própria Assembléia Legislativa, por meio do procurador-geral da Casa, Marcos Guerra. O pedido era de suspensão de liminar e de sentença. Antes de chegar às mãos do ministro Cesar Asfor, o caso esteve com o presidente do tribunal, o alagoano Humberto Gomes de Barros. Ele se averbou suspeito pelo parentesco com um dos acusados, o deputado Nelito Gomes de Barros.

Estão fora do mandato e assim vão continuar: Antônio Albuquerque (sem partido), Dudu Albuquerque (PSB), Maurício Tavares (PTB), Cícero Amélio (PMN), Cícero Ferro (PMN), Arthur Lira (PMN), Isnaldo Bulhões Junior (PMN), Edival Gaia (PSDB) e Nelito Gomes de Barros (PMN).

Fonte: Gazetaweb.com 

Carlos Britto toma posse no TSE nesta terça

propria 06/05/2008 @ 15:18
Ministro sergipano foi eleito para o cargo na sessão plenário do último dia 8 de abril
 


Ministro Carlos Britto / Foto: José Cruz - ABr

O ministro Carlos Ayres Britto toma posse nesta terça-feira, 6, às 19h, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para cumprir um mandato de dois anos. A cerimônia será no Plenário da Corte, em Brasília.

Ele foi eleito em sessão plenária no último dia 8, por seis votos a um. Na mesma ocasião, foi escolhido o ministro Joaquim Barbosa para exercer a vice-presidência do TSE.

 

História


Carlos Ayres Britto formou-se em Direito pela Universidade Federal de Sergipe, em 1966, fez curso de pós-graduação para Aperfeiçoamento em Direito Público e Privado na faculdade sergipana e de mestrado em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Também fez doutorado em Direito Constitucional pela PUC paulista.

Ayres Britto exerceu a advocacia e atuou em cargos públicos em Sergipe, como o de consultor-geral do Estado, procurador-geral de Justiça e procurador do Tribunal de Contas. Entre 1993 e 1994 foi conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Ministro do TSE desde 2006, Carlos Ayres Britto é conhecido por apreciar muito a literatura. Nascido em Própria (SE), ele é membro da Academia Sergipana de Letras. Entre os livros de poesia publicados por Ayres Britto estão: "Teletempo"; "Um lugar chamado luz"; "Uma quarta de farinha"; "A pele do ar"; "Varal de Borboletas".  Foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em junho de 2003.

Com informações do TSE

Cezar Britto debate o novo código de ética dos jornalistas

propria 29/04/2008 @ 12:41

Aracaju (29 abr) - Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros: Possibilidades e Limites. Esse é o tema do debate promovido pelo Sindicato dos Jornalistas de Sergipe que acontece nesta quarta-feira, 30, a partir das 19h, na Sociedade Semear. Para fazer a discussão em torno do tema, o Sindijor está trazendo o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto. Farão o debate com Cezar o jornalista Cleomar Brandi e o professor-doutor da UFS Carlos Franciscato.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) concluiu em agosto do ano passado o processo de revisão do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, durante seu Congresso Nacional Extraordinário, realizado em Vitória (ES), com delegados de 23 estados, incluindo Sergipe. No congresso, os delegados discutiram e formalizaram uma versão final do documento, que substituiu um código de vinte e um anos.

"Temos um código de ética revisado depois de 21 anos, e muitos sequer sabem que nós, jornalistas, temos um código de conduta profissional, inclusive muitos jornalistas. Por isso a importância de estar debatendo esse tema com a sociedade, com estudantes de comunicação e profissionais de jornalismo. O novo código traz avanços, mas também tem suas limitações, que passam pela própria inexistência de um Conselho Federal dos Jornalistas", explica o presidente do Sindijor, George Washington.

"Entendemos que esse debate é extremamente importante e nada mais oportuno que trazer o Cezar Britto pra fazer essa discussão, pois além de ser um advogado de reconhecida atuação, tem profunda experiência como articulista no jornal Cinform e na Infonet, então conhece muito da realidade dos jornalistas", disse a vice-presidente do Sindijor, Carol Rejane Santos.

As inscrições para o seminário podem ser feitas na sede do Sindijor, na rua Itabaininha, 261, sala 10, centro da capital, ou pelo telefone 3214-1586. Os participantes presentes ao evento, ao fim do seminário, terão direito a certificado.

Fonte: JornaldaCidade.Net

Dengue: OAB/SE não admite que população seja colocada em banco dos réus

propria 27/04/2008 @ 19:45
Presidente combate versão de que povo é culpado e conclama população a se engajar nas ações de combate ao mosquito e na campanha de doação de sangue, a ser feita pela OAB/SE no dia 30.

Não soou bem as abordagens feitas pelo secretário de Estado da Saúde, Rogério Carvalho, responsabilizando a população pela epidemia da dengue no Estado. Para o presidente do Conselho Seccional de Sergipe da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SE), Henri Clay Andrade, é integralmente do Poder Público a responsabilidade pela falta de ações efetivas no combate ao mosquito transmissor da doença (Aedes Aegypti). “Se a população está desinformada e sem atitudes corretas para combater a dengue, a responsabilidade é do Poder Público, que foi omisso e incompetente para implantar ações efetivas e continuadas na saúde pública no sentido de educar os cidadãos, prevenir e vigiar diuturnamente as ocorrências”, conceitua o presidente da OAB/SE. “O povo é vítima da dengue”, rebate.

Para Henri Clay, a população não tem responsabilidade sobre políticas públicas de saúde. Os responsáveis é o próprio Poder Público, nas esferas federal, estadual e municipais. “Saúde é direito e garantia fundamental do cidadão, um elemento básico da dignidade da pessoa humana”, analisa. “Nós não vamos aceitar tais argumentos. Ao contrário, o povo é vítima da incompetência, da omissão, da corrupção e do descaso com a saúde pública. Não admitimos que coloque o povo no banco dos réus”, reage Henri Clay.

Doação de sangue – Por outro lado, o presidente da OAB/SE entende a importância da colaboração da população nas ações de combate aos focos do mosquito transmissor da doença. “Diante da epidemia é fundação que a população colabore e se engaje na campanha com o objetivo de acabar com os focos do mosquito porque o poder público sozinho não vencerá esta batalha”, observa.

Com esta visão, a OAB/SE desencadeará campanha de doação de sangue, colocando a sede da entidade à disposição do Hemolacen para fazer a coleta, devido às dificuldades que o poder público enfrenta para manter equilibrados os estoques de sangue no Estado. A doação coletiva acontece no próximo dia 30 na sede da OAB/SE, localizada à Travessa Martinho Garcez, 71, no Centro da Cidade, onde o Hemolacen montará toda estrutura técnica para coletar o sangue dos voluntários.

O presidente da OAB/SE considera imprescindível a participação dos advogados e de toda a população, independentemente de atuação profissional, nesta campanha de forma a contribuir, de forma solidária, com a recuperação dos pacientes vítimas da doença, que estão sofrendo nos hospitais públicos e privados. Durante todo o dia 30, haverá uma equipe técnica na sede da OAB/SE, com a presença de médico para realização dos exames prévios. Na oportunidade, a OAB/SE distribuirá lanches aos voluntários, haja vista que estar bem alimentado é requisito básico para o cidadão se tornar doador.

Para participar desta campanha, os doadores devem ficar atentos aos critérios básicos para a doação:

- Ter idade entre 18 e 65 anos;

- Estar bem alimentado e evitar comidas gordurosas e saturadas;

- Dormir pelo menos seis horas na noite anterior à doação;

- Não fumar

Fonte: OAB/SE

Ex-prefeito de Itabi fez negócios em supermercado

propria 25/04/2008 @ 09:36

Texto: Cícero Mendes

Uma ação civil pública, que se arrasta há quase três anos na Justiça de Itabi e que deve ser julgada nos próximos dias, revela duas coisas. A primeira e que não é nenhuma novidade: a lentidão do Judiciário; e a segunda, a confiança dos políticos na impunidade, mesmo burlando leis que os proíbem de tomar certas medidas que contribuem para aumentar seu patrimônio pessoal. O JORNAL DA CIDADE teve acesso exclusivo à ação civil impetrada no dia 30 de junho de 2005 pelo promotor de Justiça, Marcelo Peres de Oliveira.

A ação é fruto de um procedimento administrativo preparatório de inquérito civil instaurado em setembro de 2004, a partir de denúncias feitas pelos vereadores José Aragão Filho, o Ivan, Genalda Menezes de Oliveira, José Alberto de Oliveira, conhecido como Dedé de Amadeus, e Amirton Carlos de Souza Santana.

As investigações levaram o Ministério Público a ingressar com uma ação de improbidade contra o então prefeito Rubens Feitosa Melo e o seu vice, Sérgio Carlson Gomes de Sá. A denúncia feita pelo promotor à Justiça envolve negócios entre a administração municipal e a J. e S. Comércio Ltda., que, como ficou comprovado nas investigações, pertence ao vice-prefeito.

O mercadinho, segundo mostra Marcelo Peres, firmou um contrato verbal com a Prefeitura de Itabi para o fornecimento de materiais diversos, a exemplo de gêneros alimentícios, material de limpeza e outros. Na lista de produtos constantes nas notas fiscais, há desde água sanitária, até papel higiênico e cimento.

A primeira irregularidade constatada pelo MPE é a utilização de sócios “laranjas” com o intuito de maquiar os verdadeiros donos do negócio. “O ato constitutivo da sociedade revela que um dos ‘sócios’ Eugênio Teles da Silva era representado pelo primeiro réu (Sérgio Gomes). Assim, o que já era público e notório estava registrado na própria Jucese (Junta Comercial de Sergipe): quem exercia e exerce a atividade empresarial é o senhor Sérgio Carlson Gomes de Sá, sendo este o ‘dono’ do mercado J. e S. Comércio Ltda.”, aponta o promotor na ação.

Marcelo Peres chama atenção ainda para o fato de que quem assina pelo sócio Eugênio Teles em todos os atos constitutivos da sociedade é o vice-prefeito. “A comprovação do ilícito é notadamente documental”, revela o representante do Ministério Público.

Outro fato denunciado na ação é a condição pessoal dos sócios, “totalmente incompatíveis com a realidade do empreendimento.” “O senhor Eugênio é pessoa com mais de 80 anos de idade, em precárias condições de saúde e que, inclusive, já trabalhou para o senhor Sérgio empacotando mercadorias no estabelecimento deste. Com relação ao senhor Jackson, este é ‘empregado’ desde a abertura do ‘mercadinho’ até a presente data”, detalha o promotor.

Para comprovar ainda mais o domínio do negócio pelo vice-prefeito, o próprio mercadinho fica localizado na parte térrea de um imóvel que lhe pertence e onde ele reside. Outro elemento é citado por Marcelo Peres como prova de quem realmente pertence a propriedade. “É fato público e notório que o primeiro réu sempre foi o ‘proprietário’ do mercado J. e S., que todos em Itabi conhecem o empreendimento como ‘o mercadinho de Sérgio’. Aliás, quando este não está no comando dos negócios, é substituído por sua esposa, a senhora Jaulânia.”

Dinheiro da União

Nas investigações, o Ministério Público conseguiu apurar quatro compras da prefeitura no supermercado do vice-prefeito. Em duas delas, foram utilizados recursos federais do Programa Nacional de Desenvolvimento da Educação (PNDAE) e do antigo Fundef. No total, o município repassou para o vice-prefeito, a quantia de R$ 16,5 mil.

O promotor adverte que pela soma geral dos valores, houve irregular dispensa de licitação. Ou seja, não ocorreu pesquisa de preço para comprovar se os valores pagos pelo município estavam de acordo com os preços de mercado, “lembrando que o período contratado foi de apenas oito meses, durante o exercício de 1999. Em outras palavras, se a contratação fosse desde o início do exercício financeiro, os valores superariam e muito o limite legal de dispensa”, diz Marcelo Peres.

Citando o art. 9º da Lei 8.666/93, o promotor chama atenção para a legislação, que procura evitar a participação de pessoas que, pela sua condição jurídica, possam influenciar no resultado da licitação. Tal artigo proíbe a participação, direta ou indireta da licitação ou da execução de obra ou serviço e do fornecimento de bens a eles necessários, de ‘servidor ou dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsável pela licitação’. “O que se dirá, então, do vice-prefeito que, por interposta pessoa, celebra contrato com a administração pública após dispensa indevida de licitação, com a participação do então prefeito?”, questiona.

Para o Ministério Público, não resta dúvida que tanto o prefeito como o vice “feriram os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, igualdade e moralidade, na medida em que contrataram sem obediência às formalidades legais, atendendo a interesses particulares indevidos (...), com extremo desvalor ético na conduta dos mesmos e ferindo o sentimento geral de probidade, que deve nortear a atuação daqueles que cuidam da coisa pública”.

Na ação, o promotor pede a suspensão dos direitos políticos por cinco anos, pagamento de multa civil na quantia de 20 vezes o valor do salário recebido na época e proibição de contratar com o poder público pelo prazo de três anos de Sérgio Gomes e Rubens Feitosa. Marcelo Peres também pede ainda o ressarcimento integral do dano ou a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se ocorrer esta circunstância, por parte da J. e S. Comércio Ltda., além da proibição de contratar com o poder público.

Fonte: Jornal da Cidade 

Câmara aprova liberação da venda de bebidas em estradas da zona urbana

propria 23/04/2008 @ 23:56
Medida Provisória proíbe a venda de bebidas alcóolicas nas estradas das zonas rurais.
Deputados aproveitaram também para aumentar o rigor contra os motoristas.

Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (23) o parecer do deputado Hugo Leal (PSC-RJ) sobre a Medida Provisória que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais. Os parlamentares mantiveram a proibição na zona rural, mas liberaram a venda nas áreas urbanas. Foram incluídas na MP diversas medidas para reduzir o consumo de álcool pelos motoristas. A MP ainda precisa ser aprovada no Senado

A proibição da comercialização de bebidas nas estradas foi editada em janeiro e provocou muita reação de proprietários de estabelecimentos comerciais localizados em rodovias. Vários deles conseguiram na justiça o direito de continuar vendendo bebidas. Para conseguir manter a MP, o governo cedeu nesta tarde e concordou em proibir a comercialização apenas na zona rural. Cabe aos municípios delimitar qual sua área urbana e

A MP estabelece multa de R$ 1,5 mil para o estabelecimento que comercializar bebidas em rodovias da zona rural. Em caso de reincidência, o estabelecimento terá fechado seu acesso à estrada

Para a proibição foram consideradas alcoólicas as bebidas que contenham concentração igual ou acima de meio grau Gay-Lussac (0,5° GL). A cerveja, por exemplo, tem mais de 3° GL

O líder do PSDB, José Aníbal (SP), acredita que a medida pode ajudar na fiscalização do consumo de álcool pelos motoristas. “Não adianta achar que só a fiscalização resolve, é importante criar inibição à venda

Rigor contra os motoristas

Além de proibir a venda de bebidas alcoólicas, o texto aprovado pela Câmara aumenta o rigor contra os motoristas que consomem álcool. “O grande mérito é que nós mudamos o foco da proibição da venda para a restrição do consumo pelos motoristas, que é o principal”, afirmou o líder do PT, Maurício Rands

O relator incluiu na MP a tese da alcoolemia zero para os condutores de veículos. Pelo texto aprovado, serão multados motoristas que tenham no sangue qualquer índice de álcool. Atualmente, só estão sujeitos a sanções os condutores que tiverem concentração acima de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue. Os motoristas que dirigirem embriagados pagam multa e perdem a permissão para dirigir por doze meses

“São correções da lei atual que são necessários e entendemos que precisavam ser feitos agora que estamos debatendo o tema”, disse Hugo Leal

O texto aprovado pela Câmara prevê ainda pena de detenção para o condutor com concentração alcoólica acima de 0,6 gramas por litro de sangue que se envolver em crime de trânsito. Será considerado ainda crime comum, sem direito a fiança, atropelamento em calçadas, faixas de pedestre ou acostamentos ou participar de rachas ou pegas

Outra alteração feita pela Câmara proíbe o transporte de bebidas dentro do veículos. Só é possível o transporte em compartimento de cargas. Algumas dessas alterações podem ser desfeitas caso sejam aprovados alguns dos destaques apresentados pelos

 Transporte

Outra alteração que havia sido feita por Hugo Leal foi derrubada pelo plenário da Câmara. O relator queria proibir o transporte de bebidas dentro dos veículos

O texto de Ugo Leal permitia apenas o transporte em compartimento de carga. Essa parte do texto foi retirada por um destaque do Democratas, aprovado por 223 votos contra 116.

 

Britto expõe sua posição

propria 17/04/2008 @ 18:14

Ministro Carlos Ayres Britto

Texto: Joedson Telles

Eleito presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Britto, afirmou, na noite da última terça-feira, durante uma palestra que proferiu para profissionais e estudantes de comunicação, no auditório do Tribunal de Justiça, que há uma tendência do Poder Judiciário – “sob novos ares democráticos” – de se aproximar mais da imprensa, e, assim, ser melhor entendido pela população. “Ao Judiciário não é dado se trancar em torres de marfim, e dizer ‘eu não tenho nada a ver com a opinião pública: a imprensa que procure as autoridades do Executivo e Legislativo’. Temos o dever de atender a imprensa.

Sobretudo, sobre as nossas decisões”, entende Britto, assegurando atender aos jornalistas não por favor, mas por dever de homem público. “A imprensa tem o direito de fazer a cobrança. A imprensa é irmã siamesa da democracia”, assegurou.

Carlos Brito entende que o Judiciário tem a obrigação de ser comunicativo para facilitar o acesso da sociedade aos seus órgãos, que devem dar satisfação do que fazem, a partir de uma linguagem simples, direta e comunicativa. “A partir do contato com a imprensa, que não significa a busca do holofote, da notoriedade. O que se quer é um Judiciário que escreva de um modo mais direto, mais simples, mais claro para se comunicar. A imprensa faz este meio de campo, e a sociedade fica mais inteirada, por saber o que está se passando no âmbito do Poder Judiciário, que precisa ser cada vez mais transparente”, defende.

O ministro Carlos Britto declarou que assumiu a presidência do TSE com muita honra e que entre as suas principais missões está a de garantir que as eleições municipais deste ano transcorram num clima de segurança e de respeito à soberania do eleitor, evitando assédio por meio ilícito.

“Que os candidatos disputem a preferência do eleitor, mas com respeito a ordem legal, observando o princípio da paridade de armas”, disse.Velando por um processo eleitoral depurado dos tradicionais vícios, e sem, entretanto, admitir novos, o ministro acredita que o eleitor até contribuirá para um diálogo mais aberto com os candidatos advertindo quando necessário e também estimulando a praticar a política com qualidade e respeito às normas éticas.

Terceiro mandato de Lula

Questionado sobre a especulação de o presidente Lula disputar um terceiro mandato, Carlos Britto afirmou que o presidente é um democrata e por ser inteligente não quer um terceiro mandato. “Eu tenho para mim que ele próprio valoriza na devida conta a imprescindibilidade da renovação dos quadros dirigentes, e nutre a compreensão de que democracia tem um ingrediente republicano, que se chama renovação dos quadros dirigentes, temporariedade dos mandatos, possibilidade de alternância na condução da máquina estatal”, disse.

Sobre a polêmica criada em torno das declarações do presidente Lula, em Aracaju, de que o Judiciário não deveria se envolver no Executivo, Carlos Britto disse se dar bem com todas as autoridades do país, “por que elas lá e eu cá”. Segundo ele, cada autoridade, a seu exemplo, cumpre com o seu dever, e o Judiciário não tem usurpado funções dos Poderes Executivo e Legislativo. O ministro assegurou que o chamado ativismo judiciário não tem significado por nenhum modo uma usurpação de competência. “O Judiciário está fazendo o seu papel: está interpretando a Constituição e as leis com independência, e sem desestabilizar a boa ordem das relações entre os três poderes”, disse.

Carlos Britto, entretanto, admitiu que o “Judiciário aqui e ali tem revelado uma certa inapetência para legislar”. Ele explicou que quando isso ocorre – e quando alguém manejar um mandado de injunção – cabe ao Supremo Tribunal Federal (contra o Congresso Nacional) preencher esta lacuna legislativa. “Decidindo como se legislador fosse – mas apenas para o caso concreto, fora do mandado de injunção, não. O espaço deixado em branco pelo Congresso não pode ser preenchido por nenhum órgão do Poder Judiciário”, assegurou.

Fonte: Jornal da Cidade 

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Ministro do STF participa de solenidades do TJSE

propria 15/04/2008 @ 20:12

'Poder Judiciário e Comunicação Democrática – A compreensão do Direito para jornalistas e radialistas', no auditório do Palácio da Justiça"


Ministro Carlos Ayres Britto

O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres de Britto, participará de duas solenidades promovidas pelo Tribunal de Justiça de Sergipe nessa terça-feira, 15. Às 15h30, ele estará em Propriá, sua cidade natal, participando da inauguração da reforma do Fórum João Fernandes de Britto, nome que homenageia o pai do Ministro. À noite, às 19h45, o Ministro do STF fará a palestra de abertura do Seminário de Comunicação 'Poder Judiciário e Comunicação Democrática – A compreensão do Direito para jornalistas e radialistas', no auditório do Palácio da Justiça.

As inscrições do seminário foram gratuitas e encerradas nesta segunda-feira, totalizando 235 participantes. Após a abertura do evento, feita pelo Presidente do TJSE, Desembargador Artêmio Barreto, o Ministro Carlos Britto falará sobre o “Poder Judiciário e Comunicação Democrática”. O seminário prossegue na quarta-feira, às 14h, com mais duas palestras: “Organização e Divisão Judiciária”, pelo Juiz Auxiliar da Presidência do TJ, Francisco Alves Júnior, e “Justiça Criminal”, ministrada pelo Juiz Anselmo Oliveira.

Na quinta-feira os palestrantes serão o Juiz Paulo Macedo, falando sobre “Processo Virtual no Judiciário”, e a Juíza Rosa Geane Santos, que falará sobre “Texto Jurídico e Texto Jornalístico”. O evento acaba na sexta-feira, quando a partir das 14h o Juiz Marcelo Campos, Presidente da Associação dos Magistrados de Sergipe (Amase), ministrará uma palestra sobre “Mídia e Magistratura”.

Fonte: Infonet - Cidade