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Dengue hemorrágica matou 57 pessoas e outras mais de 25 mil contraíram a doença

propria — 01-07-2008 GTM -3 @ 20:39
Números podem ser ainda maiores. Casos de dengue podem chegar a 76 mil. Cuidados para evitar novos focos do mosquito devem ser mantidos.

Maria Gilenita da Silva Rodrigues, David Manoel Cruz Moura, Adriane de Araújo, Itamara Nascimento Santos e o seu bebê de apenas cinco meses, ainda no ventre. Todos sergipanos e todos mortos vítimas da dengue hemorrágica. Mas a doença pôs fim a mais vidas: de 1º de janeiro a 16 de junho deste ano, a relação oficial de mortos pela dengue engloba 57 nomes, 33 confirmados e 24 sob investigação. Um número absurdo se comparado às seis mortes causadas pela doença no vizinho Estado da Bahia com seus 13 milhões de habitantes. A população de Sergipe não chega a 2 milhões de pessoas. Mais assustador ainda são os casos notificados: 25.396, dos quais 10.624 já confirmados. Um absurdo que demonstra a falta de ações efetivas dos Governos estadual e municipais, e o despreparo da população em combater os focos do mosquito ‘aedes aegypti’, transmissor da doença.

Fonte: Cinform online

REPROVADO ENSINO DE 49 MUNICÍPIOS SERGIPANOS

propria — 25-06-2008 GTM -3 @ 22:39
 
 
 
 

Dos mil municípios avaliados pelo Ministério da Educação (MEC) como tendo o pior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), 49 são sergipanos. Com média 0,97, Aquidabã está na quarta posição entre as dez cidades com menor média do Brasil. Ainda de acordo com o resultado da avaliação, a meta do ensino para Sergipe era de 3,3, mas a nota do Estado foi 2,9, com uma queda de 12,1%.

Fonte. MEC

Candidato de Itabi é acusado de crimes eleitorais

propria — 24-06-2008 GTM -3 @ 14:41
Ex-prefeito, Rubens Feitosa, responde a processo por crime eleitoral em 2004, que ainda não foi julgado


Valdione Sá (foto) denuncia demora no julgamento de crimes eleitorais contra Rubens Feitosa

O ex-secretário de Estado, Valdione de Sá (DEM), durante coletiva à imprensa na quinta-feita, 19, denunciou o atual procurador do município, Rubens Feitosa, por crimes eleitorais nas últimas três eleições municipais. Valdione já abriu dois processos na Justiça Eleitoral contra Feitosa, um em 2004  e outro em 2007, porém nenhuma das questões foi julgada. Valdione afirma que decidiu denunciar os crimes agora, para que algo seja feito antes das eleições.

De acordo com Valdione de Sá, em 1996, Rubens Feitosa, então candidato à prefeito, comprou votos e orientou eleitores a votarem mais de uma vez. O esquema seria feito através de uma coligação com a chefe do Cartório Eleitoral, Irma Albuquerque, que desviava cédulas eleitorais adicionais para Feitosa. As cédulas eram distribuídas entre os cabos eleitorais, que davam mais de uma cédula para os eleitores depositarem nas urnas.

Em 2000, quando as eleições passaram a ser eletrônicas, Feitosa foi candidato à reeleição, e teria utilizado a festa do Jegue, que acontece 15 dias antes da eleição, como showmício. A festa é patrocinada pela Prefeitura, mas as bandas contratadas estavam usando camisas com o número do candidato, e Feitosa chegou a discursar no palco. O MPE entrou com um processo e pediu a inelegibilidade do prefeito, porém, o julgamento foi favorável à Feitosa.

Nas últimas eleições municipais em 2004, Feitosa teria se utilizado da máquina pública para comprar votos e títulos eleitorais de cidadãos que votavam em outras cidades. O grupo político dele foi mais uma vez vencedor do pleito eleitoral. Após reunir uma vasta documentação que comprovaria a fraude, Valdione Sá entrou com denúncia no Ministério Público Estadual e Federal. Ambos pediram a cassação do prefeito, porém o processo ainda não foi julgado.

“O que eu estou pedindo é celeridade nesse julgamento. Me apoio nas palavras do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, quando diz que um crime eleitoral não deve ficar sem uma sentença até as próximas eleições. Eu não quero mais que esse tipo de crime aconteça no meu município, e que ele não seja mais candidato”, disse Valdione na manhã dessa sexta-feira, 20.

Ele seria candidato à prefeito pelo Democratas, no entanto, como os processos contra Rubens ainda não foram julgados, ele afirma ter desistido da candidatura. “Não vou investir numa campanha para que ele depois vença cometendo esses crimes”, afirmou.

Além dos crimes eleitorais, o político afirma que a atual administração do grupo político de Feitosa, tem desviado dinheiro através da contratação de funcionários eventuais. Esse tipo de contratação é admitido nas prefeituras pelo período de 90 dias, no entanto, há 42 pessoas com quase 10 anos nessa situação em Itabi.

De acordo com a documentação apresentada por Valdione, os servidores dizem que recebem R$50 por semana, quando a prestação de contas da prefeitura aponta um gasto de R$90. Ao total, seriam R$80 mil pagos pela Prefeitura a funcionários eventuais por mês. A arrecadação de Itabi é sustentada basicamente pelo Fundo de Participação dos Municípios, repassado pelo Governo Federal, tendo uma renda de R$500 mil mensais. 

Mesma denúncia


O ex-prefeito de Itabi, Rubens Feitosa, disse ao Portal Infonet que Antônio Valdione vem repetindo as denúncias desde 2000. E explicou que as revelações feitas por ele em uma coletiva à imprensa na última quinta-feira, 19,  foram motivo de investigações e nada ficou provado.

“Tudo o que Valdione está denunciando é invenção dele. Acredito que ele quer justificar sua ausência como candidato nas próximas eleições, porque não consegue reunir uma coligação.  Ele não tem ambiente e nem prestígio para ser candidato. Na cabeça da chapa ele não sai com uma  coligação. É o desespero”, diz Feitosa, acrescentando que ele só faz estas denúncias de quatro em quatro anos.

Lembrando um pouco a história política do município, Ruben Feitosa disse que ao disputar as eleições em 92 contra Valdione, ele saiu vitorioso. “No dia da apuração houve uma impugnação de três ou quatro urnas, mas não passou dali. Foi julgado improcedente, não houve recurso para o TRE e morreu ali o assunto. E quatro anos depois, 14 de agosto de 2000 saiu uma matéria na imprensa, dizendo que houve fraude. A manchete era ‘Ex-prefeito acusa Justiça de conivência com fraude em Itabi’, mas na mesma resposta deste jornal embaixo tinha ‘Juíza diz que recursos foram improcedentes’”, conta.

Rubens Feitosa conta que a juíza entrou com um processo na Comarca de Gararu pedindo indenização por danos morais e ele se retratou. “Logo depois, no dia 25 de setembro do mesmo ano a manchete dói ‘Ex-prefeito nega acusação de conivência na Justiça com fraude na eleição de Itabi’”, lembra.

Fonte: Infonet - Politica

Britto não quer proibir entrevistas com pré-candidatos

propria — 24-06-2008 GTM -3 @ 14:37
 
Carlos Britto afirma que jornais e revistas podem entrevistar pré-candidatos às eleições
 


Carlos Britto / Foto: José Cruz

O Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres de Britto, afirma que o artigo da resolução que restringiu a publicação de entrevistas com pré-candidatos em jornais e revistas pode ser alterado ou até mesmo revogado porque a Constituição trata de forma diferenciada os meios de radiodifusão, como rádio e televisão, das mídias impressas.

 

“Jornal não é concessão, permissão ou autorização”, ressalta Brito. “É diferente de rádio e de televisão”. Para os impressos, segundo ele, a Constituição é mais liberal, não estabelece restrições. Foi nesse sentido que, em 2006, durante as eleições nacionais, Britto negou direito de resposta ao PT por um artigo publicado no jornal “Folha de São Paulo”.

 

Em seu voto, o ministro classificou a imprensa de “a mais avançada sentinela das liberdades públicas”, especialmente em período eleitoral. “É precisamente em período eleitoral que a sociedade civil e a verdade dos fatos mais necessitam da liberdade de imprensa e dos respectivos profissionais. Quadra histórica em que a tentação da subida aos postos de comando do Estado menos resiste ao viés da abusividade do poder político e econômico. Da renitente e porca idéia de que os fins justificam os meios”, disse, naquele julgamento. Essa opinião deve ser novamente expressa na semana que agora se inicia.

 

Fonte:Ivan Valença

Prefeito de Neópolis renuncia ao cargo

propria — 20-06-2008 GTM -3 @ 15:14

O prefeito de Neopólis,   José Teixeira Filho, renunciou ontem ao cargo de prefeito. Na sua carta de renúncia, que foi enviado ao presidente da Câmara Municipal, Sérgio Lemos Bezerra, o prefeito alega dificuldades para administrar o município e a não aprovação pela Câmara de Vereadores de diversas obras que deveriam ser executadas pela administração municipal.

José Teixeira apresentou uma relação de obras com recursos garantidos de mais de R$ 9 milhões em emendas parlamentares e que nunca saíram do papel porque foram vetadas pela Câmara Municipal, mesmo estando com os recursos garantidos.

De acordo com o prefeito, são obras de urbanização, infra-estruturas e esgotamento sanitário que nunca saíram do papel porque foram vetadas pela Câmara e pela falta de entendimento com a maioria dos parlamentares para aprovação dos projetos.

Eu não vim aqui para ser uma figura inoperante, mas para trabalhar e buscar fazer o máximo para que o povo progredisse, disse, acrescentando que sua família lhe acompanha com muito carinho e lhe incentivaram para que tomasse a decisão para ter um pouco de paz.

- A minha decisão é firme e definitiva e não volto atrás, por ter respeito pela coisa pública e por esse povo que me elegeu. Se os outros não respeitam, eu não posso conviver com um clima desse tipo, desabafou.

Fonte: Jornal o Dia 

Ex-prefeito de Itabi pede suspensão da eleição

propria — 19-06-2008 GTM -3 @ 00:24

Valdione Sá, ex-prefeito do município de Itabi, distante 132 km da capital sergipana, vai conceder entrevista coletiva nesta quinta, 19, para apresentar documentos que segundo ele, provam a compra de votos por parte do atual prefeito, Eraldo Gomes da Conceição, o "Dindinho da Farmácia" (PMDB) e abuso de poder econômico.

A entrevista será realizada às 7h30, na sede da Associação dos Prefeitos de Sergipe, localizada no edifício São Carlos, 4º andar, na Praça Fausto Cardoso – Centro.

O objetivo de Valdione é pedir a suspensão da eleição em Itabi. Os documentos que respaldam a denúncia serão entregues ao Ministério Público Eleitoral e a OAB.

TSE nega liminar a presidente da Câmara de Porto Real do Colégio/AL

propria — 19-06-2008 GTM -3 @ 00:07
Ministro Eros Grau nega liminar a presidente da Câmara

O ministro Eros Grau, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou liminar pedida pelo presidente da Câmara Municipal de Porto Real do Colégio, vereador Eval de Oliveira Silva (PMDB) para que assumisse a prefeitura até o julgamento de recurso para que sejam realizadas eleições suplementares para o cargo, em decorrência da cassação do mandato de Eraldo Cavalcante Silva, também do PMDB e primeiro colocado nas eleições de 2004.

Ele contesta, por meio da Ação Cautelar (AC 2406) a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) que determinou a posse da chapa segunda colocada naquelas eleições. Com a cassação do mandato de Eraldo, o novo dirigente municipal é José Reis do Nascimento, do Partido Progressista (PP), que assumiu a prefeitura.

Em sua decisão, o ministro Eros Grau ponderou que este caso é “bem diferente” daquele que foi citado por Eval para contestar a decisão regional. De acordo com o relator, neste caso a chapa segunda colocada obteve 47,856% dos votos, diferentemente do que ocorreu em “Caldas Novas” (MS 3649), quando o candidato que assumiria o mandato foi terceiro colocado nas eleições, com menos de 10% dos votos válidos. Essa foi a razão do TSE não aplicar o artigo 224 do Código Eleitoral e determinar a realização de eleições suplementares.

Fonte: TSE

Deputados Sergipanos que votaram em favor da recriação da CPMF

propria — 18-06-2008 GTM -3 @ 23:23

A votação em favor da recriação da CPMF para a área de saúde no Brasil ocorrida semana passada, em Brasília, gerou protestos por parte das duas maiores entidades do comércio varejista de Sergipe. A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Sergipe (FCDL), presidida por Gilson Figueiredo, e a CDL/Aracaju, sob o comando de Samuel Schuster, enviaram nota de protesto aos deputados federais sergipanos que votaram favorável à volta da CPMF.

Na circular, a FCDL e CDL condenam veementemente a postura adotada pelos deputados Eduardo Amorim (PSC), Valadares Filho (PSB) e Iran Barbosa (PT), que acompanharam a posição do governo federal em reativar a cobrança do imposto. "A classe lojista sergipana lastima os votos de vossas excelências ao aprovar a volta da CPMF diante da existência de uma das maiores cargas tributárias do mundo, onerando os segmentos produtivos e o povo brasileiro", diz a nota.

DEM anuncia Mendonça e Pedrinho Valadares

propria — 18-06-2008 GTM -3 @ 23:19

O ex-governador e presidente estadual dos Democratas em Sergipe, João Alves Filho, reuniu a imprensa do Estado, na manhã de ontem, para anunciar em uma entrevista as pré-candidaturas do deputado federal Mendonça Prado (DEM) e do ex-deputado federal Pedrinho Valadares (DEM), a prefeito e vice-prefeito de Aracaju, respectivamente. O líder dos Democratas ainda garantiu que será candidato a governador do Estado em 2010. A chapa "puro-sangue" deverá ser oficializada no próximo dia 30, na convenção do Diretório Municipal.

Antes de fazer o anúncio, João Alves fez uma introdução sobre a sua trajetória política, desde o momento em que ingressou na vida pública atendendo a um convite do ex-governador José Rollemberg Leite, para ser prefeito de Aracaju. João Alves lembrou que este foi o cargo que mais lhe motivou, que mais lhe cativou, por ter sido o que teve a maior aproximação do povo. "Diariamente aquelas pessoas se concentravam na porta da minha casa e, de lá, nós saíamos juntos para buscar resolver os seus problemas", recordou.

Em seguida, o ex-governador revelou que sentiu o clamor do povo de Aracaju apoiando uma candidatura sua este ano e que estava decidido a candidatar-se para prefeito da capital. Mas diante dos problemas de saúde enfrentados pela senadora e sua esposa, Maria do Carmo Alves (DEM), ele não teve como lançar uma candidatura. "Eu estava decidido a disputar a eleição deste ano porque sentia que era uma vontade natural do povo, que sonhava com a verdadeira mudança, com um governante que tivesse autonomia e pulso para tomar as decisões e revolucionar a nossa capital. Eu sempre precisei de Maria do Carmo ao longo da minha vida pública e, agora, é ela quem está precisando de mim. Eu não poderia faltar com ela agora", declarou.

Fonte: Correio de Sergipe

Renatinho diz que Paulo Britto tem espaço na chapa como o seu vice

propria — 09-06-2008 GTM -3 @ 08:14

Renato BrandãoO ex-prefeito de Propriá, Renato Brandão (PMDB), desincompatibilizou-se do cargo de secretário de Estado do Trabalho para formalizar sua pré-candidatura a prefeito do município. O que pouca gente esperava é que seu principal adversário nas urnas possa ser o atual prefeito Paulo Britto (PT), a quem ele ajudou a eleger. O petista, que foi seu secretário de Saúde durante oito anos nos dois mandatos consecutivos de Renatinho (97 a 2004), assumiu o cargo em novembro de 2006 depois que a Justiça Eleitoral afastou o então prefeito Luciano Nascimento (DEM).

Mas a relação política entre as duas lideranças vinha arranhada de um tempo pra cá, e os primeiros arranhões iniciaram logo após a posse de Paulo Britto. “Ele rompeu com todos os compromissos e acordos firmados com os partidos e com as lideranças locais. Eu mesmo nunca fui consultado por esse rapaz”, argumenta o pré-candidato do PMDB.

Segundo Renatinho, o grupo político do qual fazem parte tem como base principal a escuta da população, algo que não vem acontecendo na gestão do atual prefeito. “O grande mote da virada dessa relação de poder entre a elite e o povo, é que este passou a ser ouvido, a participar efetivamente não apenas das discussões políticas eleitorais, mas do projeto político-administrativo amplamente discutido com a comunidade. O prefeito sempre ouviu a população, vivia na cidade, acompanhava os problemas da população e tentava soluções para eles”, lembra o ex-prefeito, afirmando que esta realidade não foi colocada em prática pelo atual administrador.
Renatinho lembra que não foi por falta de oportunidade que Paulo Britto colocou em prática um projeto participativo de governo com o grupo. “No dia da posse ele chegou para mim e perguntou o que era que eu queria. Disse que não queria nada pessoal dele, que Déda iria assumir em janeiro e havia uma expectativa da minha participação no governo. Mas também disse que teríamos muito tempo para discutir a administração e a política de Propriá. Tivemos algumas conversas depois disso porque eu provoquei mais com o objetivo de desabafar, uma vez que já em fevereiro do ano passado havia um descontentamento muito grande da população com o seu governo”, opina o peemedebista.

O pré-candidato do PMDB conta que depois da posse só esteve duas vezes no gabinete do prefeito, mesmo morando em frente à sede municipal. Uma vez na companhia do secretário de Estado da Saúde, Rogério Carvalho, juntamente com um grupo de vereadores, e outra para discutir a cessão de um terreno para a construção de um Núcleo de Atendimento ao Trabalhador (NAT) em Propriá.
Renatinho reconhece que esse rompimento chega a ser frustrante, principalmente pela relação de amizade entre os dois. “Não tenha dúvida, até porque me considero amigo dele. No entanto, até agora, não consegui entender o seu isolamento, mesmo porque publicamente ele me elogia. Só que o secretariado, que foi escolhido por ele, me esculhamba por onde anda”, lamenta.

Pesquisas
Seu último contato com o prefeito foi durante uma reunião na casa de Jackson Barreto há aproximadamente um mês, quando Paulo Britto foi acompanhado do secretário Rogério Carvalho. “Fechamos um acordo que faríamos uma pesquisa através de um instituo sério para, a partir daí, sentarmos e discutirmos quais os caminhos a percorrer. Só que na última entrevista que deu na Ilha FM em Propriá, ele disse que pesquisa nesse momento não tinha importância nenhuma, chegava a ser até ridículo, pois ele tinha obras a realizar e lá para agosto e setembro é que iria fazer uma para consultar a opinião da população. Ora, como é que você está em terceiro e vai esperar por agosto ou setembro para ver se muda o candidato ou não, se vai atrás de novos apoios ou não para fortalecer a campanha? Isso não existe”, critica Renatinho.

O ex-prefeito disse que não tinha outra decisão a tomar, neste caso, a não ser lançar sua pré-candidatura. Outro fato que o motivou a disputar o pleito foi, segundo ele, o baixo desempenho do prefeito nas pesquisas eleitorais. “Todas as pesquisas realizadas o colocam em terceiro lugar. Numa situação dessas, não podemos empurrar o problema com a barriga”,diz.

Na opinião de Renatinho, “um grupo que constrói um projeto político há 20 anos não pode perder a oportunidade de continuar implementando essa nova prática que foi construída pelo nosso grupo desde 1997 para cá.” Para o ex-prefeito, “o risco da derrota motiva uma tomada de posição desse nível, e só ganha de quem quer que seja se o grupo se unir.”

Ela reforça que sua pré-candidatura “não é uma ambição pessoal.” O peemedebista lembra que foi secretário a convite do governador, e que, na pasta, “tinha condições de realizar um trabalho que me projetasse para uma possível candidatura a deputado estadual.” Segundo Renatinho, só de previsão para qualificação de trabalhadores em 2008, o número chegaria a 35 mil. “Minha preocupação reside tão somente no cuidado de obtermos um resultado favorável nas eleições de outubro.”

Alianças
Oex-prefeito revelou que não há nada definido sobre alianças ou composição da chapa majoritária. Segundo Renatinho, seu nome conta com a simpatia de filiados de todos os partidos que compõem o bloco governista no município. Na quinta-feira (5), por exemplo, quando oficializou sua saída do governo, ele estava acompanhado dos vereadores Costinha (PMDB), Elisabeth Nunes (PDT) e Paulo Campos, do PT de Paulo Britto.

Mesmo com o possível rompimento, ele vê espaço para o prefeito na chapa. “Não temos ainda nenhum nome amarrado de vice. Estamos, inclusive, abertos ao PT, na pessoa do próprio Paulo Britto ou do presidente da Câmara, Fernandinho Britto”, aponta.

Em relação ao presidente do PMDB, o ex-prefeito disse que já conversou com Jackson Barreto e que ele está ciente da sua decisão política. Ele também comentou sobre o posicionamento do governador. “Claro que tanto Jackson como Déda gostariam muito de ver esse grupo unido, somado, fortalecido para enfrentar o adversário, e acho até que vão tentar construir isso. Espero que todos nós tenhamos bom senso e pensemos num projeto coletivo”, comenta.

Renatinho disse não acreditar que terá o governador no palanque adversário em Própria. “Ninguém gostaria de ver isso, nem eu nem Paulo Britto. Se Marcelo Déda for para o município, ele irá subir no palanque que tiver chances reais de vitória. Déda sabe que o apoio popular é fundamental para a vitória, e ele sabe que a população de Propriá nunca o abandonou e que sempre teve um carinho extraordinário com ele em todas as campanhas.”

Fonte: Jornal da Cidade